Felicidade: Qual a relevância para os negócios?
20 de março é o Dia Internacional da Felicidade e o Brasil está em 36º lugar no World Happiness Report (2025), estudo anual que classifica a felicidade global em 143 nações ao redor do mundo. No topo da lista por 8 anos, a Finlândia configura como país mais feliz do mundo, em 1º lugar.
A felicidade tem sido um tema constante no âmbito organizacional, já que a relação entre felicidade e produtividade vem sendo objeto de diversos estudos, desde a última década, que apontam para uma conexão positiva entre esses fatores. É o caso do famoso estudo publicado pela Harvard Business Review, chamado: “The Happiness Dividend”, que em 2011 já indicava, que colaboradores felizes apresentavam um aumento significativo em diversos indicadores de desempenho, reforçando a importância do bem-estar no ambiente corporativo.
“Para gestores e líderes, compreender essa dinâmica é essencial. Afinal, um time satisfeito e feliz tende a ser mais engajado, criativo e comprometidos com os objetivos organizacionais.” Graziela Bernardo, CEO da Recíproka Estratégia.
A Relação entre Felicidade e Produtividade:
Estudo da consultoria Robert Half, revelou que 89% das companhias reconhecem que bons resultados estão diretamente ligados à motivação e à felicidade dos colaboradores.
79% dos profissionais se sentem, de modo geral, felizes com o trabalho. E os cinco principais fatores que promovem esse sentimento são:
- Gostar muito da profissão (69%);
- Bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional (62%);
- Ser tratado com igualdade e respeito (58%);
- Sentir orgulho da organização (53%);
- Sentir-se realizado com o trabalho (51%).
E ainda, 94% dos profissionais entrevistados dizem que satisfação no trabalho é influenciada pela atuação dos líderes. (1.161 profissionais, 2023).
Felicidade e Equilíbrio Contra o Turnover:
O turnover é um desafio comum da maioria dos negócios na atualidade. E, para enfrentar este desafio, as empresas têm estruturado programas embasados em felicidade e equilíbrio.
Outro estudo recente da Robert Half (2023), mostra que o Brasil está na liderança do ranking mundial de turnover. Esse aumento da taxa de rotatividade se dá, principalmente, pela qualidade do clima organizacional, ausência de reconhecimento, lideranças tóxicas, problemas de saúde mental e falta de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.Saúde Mental = Saúde Financeira
Segundo a OMS (2022), cerca de 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos a cada ano para a depressão e a ansiedade, gerando um custo de quase US$1 trilhão à economia global.
Além disso, ao redor do mundo, estima-se que 15% dos adultos, cerca de 1 bilhão de pessoas em idade ativa, tenham algum transtorno mental.“Organizações que implementam programas e benefícios que visam equilibrar a vida pessoal e profissional de seus colaboradores, colhem bons frutos financeiros e de produtividade.” Deusa Marcon, Co-fundadora da Recíproka Estratégia.
O papel da Cultura Organizacional:
A felicidade no trabalho está diretamente ligada à cultura organizacional da empresa. Quando os valores, propósito e práticas da organização promovem um ambiente de respeito, inclusão e reconhecimento, os times tendem a se sentir mais engajados e motivados.
A pesquisa “Panorama da Liderança – Amcham e Humanizadas” (2024), contou com a participação predominante de executivos de nível C-Level, representando empresas que geram cerca de 1 milhão de empregos e possuem um faturamento anual estimado em R$ 1,3 trilhões. Quando questionados sobre a correlação entre promoção de bem-estar e felicidade com motivação, engajamento e produtividade, 62% dos líderes afirmaram enxergar uma relação altamente positiva, enquanto 32% consideram essa relação moderada e apenas 6% dos respondentes indicaram não haver correlação ou consideraram a influência mínima.
Compõem uma Cultura Organizacional Forte:
- Valores e Crenças: Os princípios fundamentais que guiam o comportamento dos colaboradores e as decisões dentro da empresa.
- Normas e Regras: Diretrizes formais ou informais que orientam como as pessoas devem agir em determinadas situações.
- Rituais e Símbolos: Práticas ou ícones que representam a cultura, como reuniões regulares, eventos, dress code, entre outros.
- Histórias e Mitos: Narrativas sobre a fundação da empresa, seus momentos-chave e as personalidades que moldaram a organização.
- Liderança e Estilo de Gestão: O modo como os líderes se comportam e como gerenciam suas equipes, que influencia fortemente a cultura.
- Comunicação: A forma como as informações são compartilhadas dentro da organização, incluindo a transparência e a abertura ao diálogo.
- Artefatos: A arquitetura do ambiente físico, são os produtos visíveis, são os que são mais fáceis de serem observados e ao mesmo tempo os mais difíceis de serem decifrados quanto ao seu significado.
Estratégias para Promover a Felicidade e a Cultura Organizacional:
Empresas que investem em uma cultura organizacional forte, colhem benefícios tangíveis, como maior produtividade, menor rotatividade e um ambiente de trabalho mais harmônico.
Para gestores interessados em aumentar a produtividade por meio da felicidade dos colaboradores e da cultura organizacional, algumas práticas podem ser implementadas:
- Desenvolvimento de uma Cultura Organizacional Positiva: Fomentar valores que promovam respeito, colaboração e reconhecimento.
- Oportunidades de Crescimento: Oferecer programas de capacitação e planos de carreira que permitam o desenvolvimento profissional.
- Ambiente de Trabalho Saudável: Garantir condições físicas adequadas e promover o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
- Reconhecimento e Recompensas: Implementar sistemas que valorizem e recompensem o desempenho e as contribuições dos funcionários.
- Comunicação Aberta: Estabelecer canais de comunicação transparentes, permitindo que os colaboradores expressem suas opiniões e sugestões.
Cultura é estratégia!
Investir na felicidade dos colaboradores e na cultura organizacional não é apenas uma questão de bem-estar, mas uma estratégia inteligente que pode levar a ganhos significativos em produtividade e competitividade. Gestores que reconhecem e promovem a satisfação no ambiente de trabalho colhem os frutos de equipes mais engajadas, inovadoras e comprometidas com o sucesso organizacional.
Se você deseja transformar a cultura da sua empresa e potencializar os resultados do seu time, conheça a Jornada de Planejamento Estratégico de Cultura da Recíproka Estratégia. A partir de nossa metodologia proprietária, envolvemos líderes e times em um processo de planejamento ágil, que empodera o grupo a analisar criticamente os desafios de negócio a partir da sistematização de suas próprias expertises somadas ao know-how da Recíproka.
O produto final é a cocriação de um plano focado em resultados concretos, convergente, viável, no tempo que você precisa e flexível às mudanças do cenário. Além, é claro, de muito aprendizado que fica para o time.Vem planejar com a gente!
Escrito por Recíproka Estratégia.
Fontes:
https://hbr.org/2011/06/the-happiness-dividend
https://revistahsm.com.br/felicidade-trabalho-e-produtividade/?utm_source=chatgpt.com
https://hbr.org/2011/06/the-happiness-dividend
https://revistahsm.com.br/felicidade-trabalho-e-produtividade/?utm_source=chatgpt.com