Recíproka no HackTown 2025 Parte I
Com mais de mil palestras confirmadas e a participação de cerca de 500 empresas, o HackTown 2025 reforçou seu compromisso em expandir o repertório da inovação. Sua curadoria global trouxe à tona temas de vanguarda, desde inteligência artificial generativa e deepfakes até ancestralidade, espiritualidade, políticas públicas e o futuro do trabalho, cruzando tecnologia com questões prementes como mudanças climáticas e saúde mental de forma provocadora e acessível. A iniciativa HackEdu, por sua vez, promoveu a cocriação de soluções para os desafios educacionais do século 21.
Nesse cenário efervescente de conhecimento e networking, a equipe da Recíproka mergulhou de cabeça. Sua presença no Hacktown Festival não foi apenas uma oportunidade de compartilhar conhecimento e absorver insights e tendências, mas um passo fundamental para reforçar seu compromisso com a vanguarda do pensamento e da prática, trazendo para sua atuação as mais relevantes discussões sobre o futuro da criatividade, o impacto social e as transformações digitais. Através da escuta atenta a palestras inspiradoras e do engajamento em oficinas práticas, como a de ESG, a equipe da Recíproka trouxe uma bagagem de conhecimento valiosa, pronta para ser aplicada e reverberar em suas estratégias e projetos.
As discussões no festival ecoaram a complexidade dos cenários contemporâneos, abordando desde a importância da imaginação como ferramenta estratégica até os desafios intrínsecos à cultura organizacional em momentos de grande mudança.
Separamos alguns dos melhores conteúdos para você poder se atualizar.
1) A Força da Imaginação na Construção do Amanhã
Uma das palestras que marcou presença da equipe da Recíproka foi a de Breno Molina, intitulada “Imaginando Futuros”. A apresentação de Molina sublinhou o papel indispensável da imaginação, não apenas como um atributo criativo, mas como uma ferramenta fundamental para navegar e moldar o futuro, além de mitigar a ansiedade diante do desconhecido.
Molina destacou uma distinção crucial: a imaginação não é mera memória. Enquanto a memória se limita ao que já vimos ou vivemos, a verdadeira imaginação transcende o momento atual e nos permite criar o que ainda não existe. “A capacidade de antecipar é vital, especialmente considerando que, embora o futuro não exista de um presente, a antecipação existe. A forma que o futuro assume no presente é a antecipação.”
A palestra também revelou como a imaginação atua como um recurso poderoso para os “futuristas”, que a utilizam para “preparar mais do que prever”. Essa abordagem proativa visa construir “futuros preferíveis”, um conceito que ressoa com a busca da Recíproka por soluções inovadoras e orientadas para o impacto.
2) Cultura Organizacional: O Alicerce em Tempos de Transformação
A palestra “Cultura e Aquisição”, apresentada por Marcos Machado da Toro, com base em sua vivência durante o processo de aquisição da Toro pelo Santander, centrou-se no impacto crítico da cultura da empresa em fusões e aquisições (M&A), destacando que a cultura vai muito além de um conjunto de regras ou declarações.
Marcos, que testemunhou o processo de aquisição de diferentes ângulos – operacional e gerencial – enfatizou que a cultura é, em sua essência, “uma realidade comportamental e definida pelo que as pessoas fazem quando ninguém está olhando”.
A experiência da Toro serviu como um estudo de caso notável. A Toro possuía uma cultura caracterizada por:
- Tomada de decisão não hierárquica e autônoma: um contraste marcante com ambientes corporativos mais tradicionais.
- Aceitação do erro: o erro não era visto como falha, mas como parte integrante do processo de aprendizagem e inovação.
- Colaboração intensa: um ambiente que promovia a proximidade e o trabalho em equipe.
- Transparência da liderança: o CEO admitia abertamente os erros, reforçando a cultura de autonomia e confiança.
As lições aprendidas incluem a necessidade de gerenciar expectativas, o papel crítico da liderança em absorver e reverter o “lado ruim” das transições, e a importância de investir no potencial individual, mesmo quando a transparência total pode não ser a melhor estratégia para todos os níveis da organização. Esse entendimento profundo da dinâmica cultural é muito relevante para a Reciproka, que busca construir e nutrir ambientes de trabalho resilientes e adaptáveis.
3) O Cenário Financeiro Brasileiro: Liderança em Tecnologia e Comportamento do Consumidor.
Conduzido por Renato Carvalho, editor-chefe da Money Times, os executivos Bernardo Meirelles, Igor Araúdo e Jeff Rodrigues, guiaram discussões sobre o sistema financeiro no Brasil destacaram o país como uma referência global em tecnologia e segurança. O PIX é apontado como um marco evolutivo, não apenas em termos de transações, mas também na inclusão bancária. Essa liderança é atribuída aos parâmetros regulatórios rigorosos do Banco Central do Brasil e ao avanço tecnológico contínuo.
Um ponto crucial debatido no painel foi a influência do comportamento do consumidor. Os participantes enfatizaram que a demanda por soluções imediatas e experiências personalizadas está redefinindo o design dos serviços financeiros.
O Open Finance foi amplamente abordado, com o potencial de trazer inúmeras soluções ao mercado brasileiro. O princípio fundamental é o consentimento do usuário para compartilhar dados entre instituições, visando a melhoria de produtos e serviços. Contudo, os participantes ressaltaram o desafio de convencer os usuários a compartilhar seus dados sem um benefício muito claro, evidenciando a necessidade de propostas de valor tangíveis.
Para o futuro, as previsões para 2030 incluem a prevalência de pagamentos invisíveis e o crescimento do “embedded finance” (finanças incorporadas), onde empresas não financeiras oferecerão soluções financeiras. A integração de tecnologias como a blockchain também é vista como um caminho para maior segurança e transparência nas transações.
4) Potencial Criativo e Educação
A palestra de Alfredo Anderson abordou a diminuição do potencial criativo ao longo da vida, iniciando com uma chocante estatística sobre engenheiros da NASA e crianças.
Declínio da Criatividade: Uma pesquisa de 1992 com 1.600 crianças revelou que:
- De 3 a 5 anos de idade, 98% tinham grande potencial criativo.
- Aos 8 a 10 anos, esse percentual caía para 32%.
- Entre 13 e 15 anos, apenas 10% mantinham um alto potencial criativo.
- Projetando para a vida adulta, o número chega a 2%, o mesmo de engenheiros da NASA com alto potencial criativo.
Como causas da Inibição criativa, pode-se apontar
- Educação tradicional e à sociedade em geral, que promovem o pensamento convergente em detrimento do divergente.
- O “Óculos do Velho” e a Abertura ao Novo: Todos nós temos os óculos do velho. Que representam nossas experiências e conhecimentos prévios. Quando vemos algo novo, não o enxergamos da forma totalmente pura. Mas sim, por meio desses óculos. Que traduz a novidade com base no que já conhecemos. Isso pode ser útil, mas também pode nos limitar.
A Importância do Erro e do Processo: O medo de errar é um grande inibidor da criatividade, especialmente em ambientes como a escola e o trabalho. A criança não tem esse medo, o que a torna naturalmente mais criativa.
A criança não tem medo de errar. E é por isso que ela é tão criativa, porque ela faz, erra, faz de novo, erra, faz de novo, erra. E a gente passou a ter medo. E é assim que a gente vai perdendo a criatividade.
A Recíproka está conectada aos principais players e espaços dos ecossistemas de inovação e criatividade para trazer o que há de mais importante para o presente e futuro dos negócios.
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Escrito por Recíproka Estratégia.