Encontrar e explorar o Oceano Azul é possível.

20 anos após sua publicação, a metodologia de gestão que resulta de 10 anos de pesquisa, segue inovadora e referência para negócios em todo o mundo.  

Quando lançada, a Estratégia do Oceano Azul, revelou-se uma abordagem revolucionária, para a criação de novos espaços de mercado, tornando a concorrência irrelevante. Em linhas gerais, ao invés de competir em mercados saturados, ou, como chamados pelos autores de “oceanos vermelhos”, em que as empresas lutam por participação em um espaço limitado, a Estratégia do Oceano Azul incentiva que as organizações possam explorar mercados ainda inexplorados, onde há potencial para crescimento e inovação sem as pressões competitivas tradicionais. A estes espaços de mercado inexplorados, W. Chan Kim e Renée Mauborgne nomearam de Oceano Azul.  
Resultado de uma pesquisa ao longo de 10 anos, com base em mais de 100 casos reais, a Estratégia do Oceano Azul apresenta alguns princípios fundamentais, são eles:  

  • Criação de Novo Valor: A essência da estratégia é criar valor de uma maneira que ainda não foi explorada, oferecendo produtos ou serviços que atendem a necessidades não satisfeitas ou criam uma nova demanda. 
     
  • Inovação de Valor: Ao invés de focar na concorrência, a inovação de valor busca alinhar inovação com utilidade, preço e custo. Isso resulta em um salto de valor tanto para a empresa quanto para os consumidores. 
     
  • Reconstrução de Fronteiras de Mercado: A estratégia incentiva as empresas a desafiar as fronteiras de mercado existentes e explorar novas oportunidades, seja através de diferentes segmentos de clientes, ofertas de produtos ou serviços, ou até mesmo canais de distribuição. 
     
  • Foco no Quadro Geral: As empresas são encorajadas a olhar além dos números e focar no quadro maior, criando um roteiro estratégico que destaca onde a empresa pode inovar e crescer. 
     
  • Foco no Quadro Geral: As empresas são encorajadas a olhar além dos números e focar no quadro maior, criando um roteiro estratégico que destaca onde a empresa pode inovar e crescer. 
     
  • Superação da Demanda: Ao invés de lutar por uma fatia maior de um mercado existente, a estratégia foca em capturar a demanda inexplorada, atraindo novos clientes que antes não eram considerados. 

Dificuldades enfrentadas pelos negócios para encontrar o Oceano Azul 

A Estratégia, de fato, é uma das mais brilhantes obras da administração moderna, mas sabe-se o quão difícil pode ser encontrar o Oceano Azul, na prática. 
Para Deusa Marcon, Co-fundadora da Recíproka e consultora de estratégia, já tendo apoiado empreendedores em mais de 40 diferentes modelos de negócios em mercados distintos, a maior barreira para conseguir visualizar o Oceano Azul está na ausência das capacidades de planejamento que correspondem a mapear o mercado, identificar movimentos e mudanças de comportamento social – com base em tendências, interesse genuíno em solucionar os desafios dos clientes, além de visão da concorrência – algo que parece óbvio mas que raramente é, de fato, uma atividade recorrente dos negócios.  
 
Na obra de W. Chan Kim e Renée Mauborgne, este ponto do Planejamento é abordado na “Criação de Novo Valor”, em que os autores recomendam, como exercício prático, responder às perguntas:  
 

  • Quais os fatores que a indústria assume como normais e que devem ser eliminados?  
  • Quais os fatores que devem ser reduzidos para níveis muito abaixo dos padrões dessa indústria?  
  • Quais os fatores que devem ser elevados para níveis muito acima dos padrões dessa indústria?  
  • Quais os fatores que a indústria nunca ofereceu e que devem ser criados? 

Como parte de nossa metodologia proprietária e com foco na análise do negócio, utilizamos frameworks exclusivos. Alguns deles são baseados na Estratégia do Oceano Azul, para potencializar o Modelo de Negócios dos clientes que passam por nossa Jornada de Planejamento Estratégico.Graziela Bernardo, CEO e Fundadora da Recíproka.  

Case: Como uma pequena empresa de tecnologia, 100% brasileira, encontrou no modelo HaaS, seu Oceano Azul? 

Essa história remonta a 2017, quando o Fundador de uma empresa de Tecnologia, que já tinha 20 anos de operação, buscava direcionar os esforços e foco de mercado. A grande questão era o amplo leque de produtos/serviços e públicos que a empresa possuía.  
E foi a partir de um levantamento de mercado, em que se ouviu clientes, colaboradores e parceiros, que algumas possibilidades para o negócio foram indicadas, sendo uma delas o nicho de HaaS (Hardware as a Service) para um setor específico, que viria mais tarde a tornar o Oceano Azul do negócio.  
 
Pouco antes da pandemia da Covid-19 em 2020, o Empreendedor já buscava atender os desafios de um dos seus parceiros, que representava uma das principais empresas SaaS do Brasil e que atravessava, naquele momento, o desafio de prover o hardware para que seus clientes pudessem então, fazer uso de sua solução SaaS. Os empreendedores de ambas as empresas (HaaS e SaaS), já vinham trocando experiências e alguns clientes em comum já vinham sendo atendidos, mas foi durante a pandemia da Covid, momento tão difícil e com tantas intercorrências, que a parceria ganhou força e validou o novo modelo de negócio HaaS (Hardware as a Service). 

O jogo virou quando observamos atentamente o cliente que ainda não tinha suas necessidades atendidas. Depois de validar as necessidades e quais produtos e serviços as atenderiam, criamos a jornada da experiência e seguimos calibrando, com foco na melhoria contínua. E fizemos isso juntos, de mãos dadas com nosso parceiro SaaS.” Empreendedor da solução HaaS. 

O novo modelo HaaS permitiu ao negócio decolar e descolar – literalmente – de todas as empresas brasileiras do mesmo ramo. E o parceiro SaaS ganhou poder de escala, com a empresa de HaaS suprindo os equipamentos (hardware) para que seus clientes pudessem utilizá-los como serviço.  

No quadro a seguir, é possível visualizar os principais pontos de divergência entre os oceanos vermelho e azul:

“Com base na obra da Estratégia do Oceano Azul, pode-se dizer que neste case, existia uma demanda inexplorada e a empresa HaaS mudou o foco da oferta para a demanda, fugindo da competição e desenvolvendo a inovação de valor. “- Deusa Marcon, Co-fundadora da Recíproka. 

Como manter o Oceano Azul?

Tão árduo quanto desenvolver é manter o Oceano Azul. Neste sentido, recomenda-se as seguintes práticas aos negócios que atingiram um mercado ainda inexplorado: 

  • Manter e reforçar as barreiras de entrada; 
  • Ir além das demandas existentes; 
  • Criar novas estratégias; 
  • Superar obstáculos organizacionais; 
  • Orientar a execução estratégica a partir de dados; 
  • Explorar novos caminhos (mercados, produtos e serviços). 

Neste sentido, pode-se dizer então que manter o Oceano Azul da empresa de HaaS, apresentava como maiores desafios:  

  • Sustentabilidade Financeira: A necessidade constante de aquisição de equipamentos de tecnologia – um modelo que exige alto investimento; 
  • Relevância de Mercado – Inovação e Branding: Surgimento de novos players de tecnologia dentro do ambiente de mercado e a concorrência já tentando nadar no Oceano Azul, embora ainda que de maneira tímida.  
  • Blindar o nicho: O nicho do mercado de outsourcing de TI, vinha passando por grandes transformações com a entrada de fundos de investimento e criação de grandes empresas a partir de aquisições, o que fazia com que o ambiente se tornasse mais competitivo para pequenas e médias empresas do setor.  

A partir daí, o empreendedor deu início a uma análise rigorosa, com objetivo de encontrar as alternativas possíveis ao negócio. Os principais caminhos identificados, para manter o Oceano Azul e garantir a sustentabilidade financeira do negócio passavam por Joint Venture, Sociedade, Investimento de Fundo ou M&A.  

E o caminho escolhido pelo empreendedor foi dar início ao processo de M&A, tendo sido a empresa HaaS, posteriormente, adquirida por uma grande empresa do ramo.  

Como a Recíproka pode apoiar a encontrar seu Oceano Azul:  

Por meio de metodologia proprietária, a Recíproka catalisa a inteligência do time e oferece conteúdos de interesse para apoiar e impulsionar a troca de conhecimento durante o Planejamento Estratégico. Ao longo do processo e de maneira cadenciada, a Estratégia do Oceano Azul, entre outras grandes teorias da administração moderna, são aplicadas em frameworks exclusivos desenvolvidos pela Recíproka, ao passo que serão explorados temas como: Propósito, Tendências, Mercado e Cadeia de Valor, Modelo de Negócios, Cultura e Design Organizacional, Perfis de Público, Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças, culminando nos Objetivos Estratégicos.    
Ao final do processo, a organização recebe todo conteúdo produzido ao longo dos encontros pelo time, sistematizado e de forma consistente, pronto para consulta e uso. Não à toa, esse documento se chama “Bússola do Negócio” e torna-se um instrumento de base para ativação das estratégias e táticas da organização, sendo indispensável para a avaliação, testagem e validação, em vista de um mercado ainda inexplorado. 

Se você é empresário (a) e está em busca de posicionar seu negócio em um mercado ainda inexplorado, venha tomar um café com a gente e conhecer nossa metodologia proprietária, que pode apoiá-lo (a) na identificação de novas oportunidades, mas também estabelecer novos padrões de sucesso e liderança no mercado atual.  

Recíproka. Estratégias ágeis que geram impacto.   

Fonte: Kim, W. Chan; Mauborgne, Renée. A Estratégia do Oceano Azul: Como Criar Novos Mercados e Tornar a Concorrência Irrelevante. 

Escrito por Recíproka Estratégia.