Reciproka no Hacktown 2025 Parte II
Com mais de mil palestras confirmadas e a participação de cerca de 500 empresas, o HackTown 2025 reforçou seu compromisso em expandir o repertório da inovação. Sua curadoria global trouxe à tona temas de vanguarda, desde inteligência artificial generativa e deepfakes até ancestralidade, espiritualidade, políticas públicas e o futuro do trabalho, cruzando tecnologia com questões prementes como mudanças climáticas e saúde mental de forma provocadora e acessível. A iniciativa HackEdu, por sua vez, promoveu a cocriação de soluções para os desafios educacionais do século 21.
Nesse cenário efervescente de conhecimento e networking, a equipe da Reciproka mergulhou de cabeça. Sua presença no Hacktown Festival não foi apenas uma oportunidade de compartilhar conhecimento e absorver insights e tendências, mas um passo fundamental para reforçar seu compromisso com a vanguarda do pensamento e da prática, trazendo para sua atuação as mais relevantes discussões sobre o futuro da criatividade, o impacto social e as transformações digitais. Através da escuta atenta a palestras inspiradoras e do engajamento em oficinas práticas, como a de ESG, a equipe da Reciproka trouxe uma bagagem de conhecimento valiosa, pronta para ser aplicada e reverberar em suas estratégias e projetos.
As discussões no festival ecoaram a complexidade dos cenários contemporâneos, abordando desde a importância da imaginação como ferramenta estratégica até os desafios intrínsecos à cultura organizacional em momentos de grande mudança.
Separamos alguns dos melhores conteúdos para você poder se atualizar.
1) Estratégias de Talento em um Ambiente de Mudança Constante: O Modelo Open Talent
A palestra de Guilherme Loiola, sobre “Open Talent”, explorou a necessidade de flexibilidade, eficiência e prontidão nas estratégias de talento em um mundo de mudanças contínuas. A pandemia e os avanços tecnológicos transformaram o cenário, impondo um “mandato de transformação” às lideranças.
Uma pesquisa apresentada revelou três preocupações principais: a realocação frequente de recursos, a incerteza sobre as taxas de crescimento e o desafio de garantir a prontidão da força de trabalho. Um ponto crucial é que, embora fatores externos não possam ser controlados, a prontidão da equipe sim.
A importância da área de RH e gestão de talentos foi ressaltada, com a analogia de que a “pessoa do povo” (RH/Talentos) se tornou o principal consultor ao lado do CEO, dada a democratização da tecnologia e a dependência da execução rápida em ambientes voláteis.
As pressões sobre a estratégia de talentos incluem:
- Mandatos curtos: Pessoas ficam pouco tempo nas organizações.
- Lacunas de habilidade: Disparidade entre as habilidades existentes e as necessárias.
- Expectativas em evolução: Mudanças nas expectativas das pessoas em relação ao trabalho, gerando debates polarizados (ex: presencial vs. remoto).
O conceito de Open Talent surge como uma nova abordagem para a força de trabalho, buscando explorar diferentes modelos de trabalho para acessar habilidades de forma mais eficiente. A ideia é parar de “gerir o emprego” e passar a “gerir o trabalho a ser feito”, focando nas habilidades necessárias para resolver problemas.
2) Investimento de Impacto e Responsabilidade Social
Esta palestra, liderada por Bruno Girardi, da Sitawi, abordou o crescente campo do investimento de impacto, diferenciando-o do ESG e discutindo seu papel no enfrentamento de problemas sociais e ambientais.
- Crescimento do Investimento de Impacto: Há um aumento significativo de 60% nos investimentos que buscam não apenas retorno financeiro, mas também impacto positivo.
- O impacto pode ser positivo ou negativo, intencional ou não, direto ou indireto, e abrange mudanças econômicas, sociais e ambientais.
- Investimento de Impacto vs. ESG: Uma distinção crucial foi feita entre investimento de impacto e ESG. Enquanto o ESG é sobre “como você faz” (práticas de gestão responsável), o investimento de impacto é sobre “o que você faz” (a intencionalidade de gerar um impacto positivo).
- Uma empresa de impacto deve ter a intencionalidade clara de “interessar no problema socioambiental por meio de sua atividade principal.”
- Desafios do Investimento de Impacto: Entre os desafios, destacam-se as condições macroeconômicas, a disponibilidade de capital, a mensuração do impacto e o desenvolvimento de projetos.
- O Dilema do Trade-off (Retorno vs. Impacto): Um debate central foi sobre se existe um trade-off entre retorno financeiro e impacto social/ambiental. O palestrante sugere que, embora possa haver um custo inicial, a criatividade pode transformar a diversidade em um ativo, como nos casos da Patagônia e Natura.
3) Educação, IA e o Essencialmente Humano.
Conduzida por Pedro Cortella, a palestra abordou a relação entre a crescente influência da inteligência artificial e a necessidade de resgatar o que é “essencialmente humano”, focando na atenção, criatividade e propósito.
- Sobrecarga de Informação e “Iconofagia”: A era digital nos bombardeia com informações e imagens, levando a um fenômeno de “iconofagia”, onde as imagens se devoram e perdem o impacto.
- O “Pixel Não é Real”: Cortela enfatiza a distinção entre a imagem digital e a realidade, um conceito crucial para as novas gerações.
- Propósito e a “Paixão pela Mudança”: O palestrante compartilha sua própria experiência de demissão como um catalisador para buscar seu propósito, e a necessidade de se “apaixonar pela mudança”.
- O Que é Essencialmente Humano: Em um mundo dominado por IA, o diferencial humano reside na empatia, no toque, na capacidade de entender as camadas emocionais e na criatividade genuína.
- Repertório e Curiosidade: Para cultivar o “essencialmente humano”, é vital expandir o repertório, buscar o inesperado e aprender por aprender, não apenas por utilidade.
A Recíproka está conectada aos principais players e espaços dos ecossistemas de inovação e criatividade para trazer o que há de mais importante para o presente e futuro dos negócios.
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Escrito por Recíproka Estratégia.